segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Pessoa,voyeur



« Leyendo el periodico El Mundo me encontre con este articulo muy interesante sobre Pessoa, por eso lo comparto con vosotros.. »

LITERATURA, Exposición
Pessoa, 'voyeur'



Fernando de Pessoa, en una de las instantáneas del documental. CÍRCULO DE BELLAS ARTES
 
El Círculo de Bellas Artes analiza, a través de un documental y un atlas informático, la relación del escritor portugués con su ciudad natal, Lisboa
  • PEDRO DEL CORRAL- Madrid
A Fernando de Pessoa le encantaba mirar y admirar su ciudad. Su voz viajó a lo largo de sus callejuelas, sus bares y sus personas. Se podría decir que la vida en Lisboa fue una constante en sus historias y en su forma de entender la literatura, pero también lo fue él en la historia de su ciudad. "Fue un voyeur, disfrutaba mirando y observando a la gente", señala Alberto Ruiz de Samaniego, uno de los directores, junto a José Manuel Mouriño, de la exposición Pessoa/Lisboa, que estará en el Círculo de Bellas Artes hasta el 5 de marzo. "Fue un autor", añade, "que bien podía estar hablando de la vida metafísica como de cosas ordinarias. Ese fue Pessoa".

Su obra, especialmente ligada a la capital lusa, aúna multitud de voces junto a la suya propia. El escritor encarna, así, el más famoso ejemplo de producción de heterónimos del siglo XX. A diferencia de los pseudónimos, éstos son personalidades poéticas completas: identidades falsas que de algún modo se vuelven verdaderas a través de una manifestación artística propia y diversa del autor original. 

Pessoa fue Pessoa, pero también Alberto Caeiro, Álvaro de Campos o Ricardo Reis. Con esta la exposición se introduce al público de lleno en la vida del escritor a través de un atlas informático que permite la navegación libre por fragmentos de la obra favoreciendo así sus interpretaciones y lecturas, y un documental conformado por 23 escenas, cada una correspondiente a una localización concreta de la ciudad vinculada a su vida. "Se trata de cotejar la mirada contemporánea de la Lisboa actual y la de Pessoa, ver si hay continuidad y si se mantienen sus ideales", apunta Ruiz de Samaniego.



 Fotografía perteneciente al documental realizado por Alberto Ruiz y José Manuel de Mouriño. CÍRCULO DE BELLAS ARTES

"No queríamos", añade, "hacer una reunión de página manuscritas, sino encarnar su palabra". Para eso han contando con multitud rincones que hablan por sí solos del autor: las viviendas que habitó, las oficinas en las que trabajó y los lugares ligados a su escritura (Rua de Douradores, el restaurante Martinho de Arcada, la Baixa lisboeta...). Todo ello, bajo las voces pessoanas de Ana Zugasti y Pablo Guerrero, encargados de recitar cada verso para que tanto la poesía como la experiencia callejera ocupen un lugar importante, de la misma forma que lo fue Buenos Aires para Borges y Praga para Kafka.

El autor de El libro del desasosiego murió a las 47 años dejando su relación con su ciudad como un emblema de la literatura universal en lo referente a la teatralización del proceso de escritura. "Este viaje en el tiempo es lo que diferencia a los genios porque escribieron desde una perspectiva que los hicieron inimitables", apunta David Sánchez, responsable de la creación del atlas, quien reconoce que se trata de una forma fomentar nuevas lecturas de un autor tan prolífico como lleno de recovecos.

De esta forma, se encuentra a un autor que escribía en y desde su ciudad, una confrontación entre la literatura y los lugares de su vida, una forma de ver "la voz de Pessoa", concluye Ruiz de Samaniego, "como un fantasma del pasado que visitaba esos lugares. Un hormiguero de vida".

Fuente : el Mundo

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Grande Barreira de Coral Australiana


67% dos corais da parte Norte da Grande Barreira estão mortos
Serão precisos dez a 15 anos para que se recuperem os corais


Sessenta e sete por cento dos corais no Norte da Grande Barreira da Austrália, que fica no Nordeste do país, morreu nos últimos oito ou nove meses, de acordo com um estudo científico divulgado nesta segunda-feira.

"Esta região tinha escapado, com pequenos danos, à descoloração entre 1998 e 2002, mas desta vez foi realmente afectada", disse Terry Huhes, diretor do Conselho de Investigação Australiana, que conduziu o levantamento aéreo da área.

"A boa notícia é que dois terços dos corais no Sul da Grande Barreira escaparam com danos mínimos", disse Andrew Baird, do mesmo Conselho, que dirigiu os mergulhos realizados em Outubro e Novembro.

Especialistas estimam que a região Norte da Grande Barreira de Coral precisará de dez a 15 anos para recuperar os corais, a menos que as alterações climáticas modifiquem os ciclos e façam com que se reproduzam mais rapidamente.

Vários estudos científicos publicados este ano alertaram para o mau estado dos corais da Grande Barreira que, com os seus 2300 quilómetros de extensão, é o maior sistema de corais do mundo e considerado Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).


A Grande Barreira de Coral, que abriga 400 tipos de corais, 1500 espécies de peixes e 4000 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao aquecimento do oceano e ao aumento da acidez da água pelo aumento da presença de dióxido de carbono na atmosfera.

Uma grande parte dos corais da zona Sul conseguiram escapar com danos mínimos, verificaram os mergulhadores

In: Público, 28 Nov. 2016

sábado, 19 de novembro de 2016

Regala..






“Regala a tu enemigo el perdón, a un amigo tu corazón, a un niño un buen ejemplo y a ti mismo respeto.”


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

I'm ready, my Lord...


Morre aos 82 anos Leonard Cohen. "I'm ready, my Lord"

Anúncio da morte foi feito através da página oficial do músico no Facebook. Tinha lançado em outubro "You Want It Darker"

Morreu Leonard Cohen. Poeta e escritor, cantor e compositor, o canadiano de 82 anos, feitos em setembro passado, já nos tinha avisado no seu último álbum, onde canta logo a abrir: "Hineni,hineni/ I'm ready, my Lord". Na altura do lançamento de You Want It Darker, em outubro passado, carregou nas tintas dizendo-se tal e qual, "preparado para morrer". Dias depois, a 13 de outubro, no consulado canadiano de Los Angeles, brincava. "Acho que exagerei. Sempre tive tendência para dramatizar. Pretendo viver para sempre."

O anúncio da sua morte foi feito pela sua editora, a Sony Music Canada, na página oficial no facebook do músico: "É com profunda dor que anunciamos que o lendário poeta, compositor e artista, Leonard Cohen, faleceu. Perdemos um dos mais aclamados e prolíficos visionários da música. Uma cerimónia terá lugar em Los Angeles em breve. A família pede privacidade durante este período de luto." Não foi revelada a causa da sua morte.


Leonard Norman Cohen nasceu no Quebeque, na cidade de Westmount, arredores de Montréal, a 21 de setembro de 1934. A música entrou cedo na sua vida, na adolescência, com os Buckskin Boys, um grupo folk de que não reza a história: o contacto com a poesia de Federico Garcia Lorca, de quem muitos anos mais tarde musicaria Take This Waltz (1988), conduziu-o à escrita - de poemas e romances. Publica três livros, quando nos anos 1960 se instalou numa ilha grega, Hidra: Flowers for Hitler(1964), que reunia poemas seus, e The Favourite Game (1963) e Beautiful Losers (1966). Mas regressará à América e à música.

De visita a Nova Iorque, contacta de novo com a música folk e conhece a cantora Judy Collins. Publica então Songs of Leonard Cohen (1967), que abre com Suzanne, canção maior de amor, como tantas na sua pena, de um álbum fulgurante - nas suas palavras e guitarras e coros - e onde também se ouve So Long, Marianne.


Em agosto passado, soube-se que a Marianne da canção tinha morrido e Leonard escreveu-lhe uma carta de despedida, em que mais uma vez falava da morte. "Sabes Marianne, chegou este tempo em que estamos realmente tão velhos e os nossos corpos estão caindo aos poucos que acho que vou seguir-te muito em breve. Sei que estou tão perto de ti que se esticares a tua mão, acho que consegues tocar na minha."

A esta estreia seguiram-se dois outros álbuns fundamentais no cancioneiro americano: Songs From a Room (1969) e Songs of Love and Hate (1971). Pelo meio apresentou um álbum ao vivo, Live at the Isle of Wight (1970), o primeiro de muitos, numa marca que se prolongaria até ao fim da carreira. Nos últimos anos, Cohen multiplicou os seus álbuns de originais em longas digressões e álbuns ao vivo que reproduziam os seus concertos.

Estes primeiros anos da década de 1970 foram pródigos para o canadiano, culminando na obra-prima que é New Skin for the Old Ceremony (1974), que tinha sido antecedido de Live Songs (1973). A seguir, os álbuns foram sendo mais espaçados: Death of a Ladies Man (1977), com uma produção turbulenta e opulenta por Phil Spector; Recent Songs (1979) e Various Positions, já em 1984. É o álbum de Hallelujah, a canção que John Cale e, mais ainda, Jeff Buckley, resgataram em toda a sua violenta beleza de sexo e amor, num poema que bebia na Bíblia (o rei David que se enamora de uma mulher).


Com os anos 80, Cohen, já para lá dos 50 anos, arrisca composições onde os sintetizadores de I"m Your Man (1988) sublinham uma poesia bem-humorada e socialmente crítica, cada vez mais declamada na voz inconfundível que a idade foi enrouquecendo. The Future (1992) aprofunda esse caminho, antes de Leonard se remeter a um longo silêncio e dedicar-se ao budismo. O jejum quebra-se em 2001 com Ten New Songs e Dear Heather (2004).

Nos últimos anos, a idade não atrapalha Cohen que se vê obrigado a regressar à estrada. Roubado pela sua agente de muitos anos, Kelley Lynch, em cinco milhões de dólares (4,5 milhões de euros), são os seus fãs de sempre que ganharam mais, com digressões gigantes - 247 concertos de 2008 a 2010, contabilizou a Rolling Stone. Cohen ainda mostrou as suas Old Ideas (2012) e os seus Popular Problems (2014), lançado um dia depois de completar 80 anos. Parecia eterno.


Antes do trabalho que lançou este ano, no tal encontro no consulado canadiano, Cohen ouviu um elogio feito por Bob Dylan, dias antes laureado com o Nobel da Literatura (que muitos diziam ser merecido por Cohen) Dylan afirmava num artigo que "quando falam de Leonard, evitam mencionar as suas melodias", quando estas "juntamente com as suas letras são a sua verdadeira genialidade". Cohen replicou que Dylan foi "muito generoso", mas preferiu elogiar antes o galardoado. "Não vou dar uma opinião sobre o que ele disse, mas sim sobre ter recebido o Prémio Nobel, o que para mim foi como dar uma medalha ao monte Evereste por ser a montanha mais alta [do mundo]".

Em agosto, quando se despedia de Marianne, Leonard escrevia que "lhe desejava uma muito boa jornada". "Adeus minha velha amiga. Amor infinito, encontramo-nos no caminho", completou. Judeu convertido ao budismo, Cohen nunca deixou de trazer muitas referências religiosas. Hineni, que canta no seu álbum de despedida, é uma palavra hebraica que significa "aqui estou", dita por Abraão a Deus. Este dia 10, Leonard cantou-a pela última vez.

Este ano, em que também nos morreram David Bowie e Prince, não nos merece.

(In: DN-Artes, 11-11-2016)


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

¿De dónde venimos? ¿Quiénes somos? ¿Adónde vamos?





Desde pequeño siempre me pregunte: ¿De dónde venimos? ¿Quiénes somos? ¿Adónde vamos?
 
Cuantos millares de seres humanos han vivido ya en la tierra desde que existimos?

Actualmente somos más de 7 millares de seres humanos viviendo en la planeta Tierra y dentro de unos años seremos más de 10 millares..

Entonces será que nadie sabe de dónde venimos y hacia dónde vamos?

La semana pasada mirando un programa en la Tv Francesa, el Escritor Jean D’Ormesson hablo sobre el tema presentando un libro que acaba de publicar “ Guide des égarés"

Pero antes que él otros grandes escritores también habían tratado este tema.



 - Moshé ben Maimón
- Paul GAUGUIN

“Aquí os pongo unos enlaces para quien desee informarse…”

Enlace ,link ,lien  sobre Moshé ben Maimón (abreviado, Rambam)


Enlaces sobre Paul Gauguin




Enlace Jean d’Ormesson




Población mundial





¿De dónde venimos? ¿Quiénes somos? ¿Adónde vamos? (en francés D'où venons nous? Que sommes nous? Où allons nous?) es un cuadro de Paul Gauguin hecho en diciembre de 1897 durante su segunda estancia en Tahití. Se conserva en el Museo de Bellas Artes de Boston.1 Se conoce por la referencia núm. 561 del catálogo de Wildenstein.
Las tres preguntas son las típicas que un tahitiano, curioso y hospitalario, hace a un extraño que se encuentra por el camino: ¿quién eres? ((o vai ´oe?), ¿De dónde vienes? (nohea roa mai ´oe?), ¿Dónde vas? (te haere ´oe hea?). Seguramente a Gauguin le habían hecho a menudo estas tres preguntas, que las transforma en la primera personal del plural y hace una alegoría de la vida.2

¿De dónde venimos? ¿Quiénes somos? ¿Adónde vamos?
(D'où venons nous? Que sommes nous? Où allons nous?)






Autor
Paul Gauguin, 1897
Técnica
Óleo sobre lienzo
Estilo
Postimpresionismo
Tamaño
139,1 cm × 374,6 cm
Localización
Museo de Bellas Artes de Boston, Boston, Flag of the United States.svg Estados Unidos